O RIO PRECISA DE UMA REVOLUÇÃO
Manifesto em apoio à pré-candidatura do Prof. Josemar para Deputado Estadual
O Brasil vive um momento de intensa disputa pelo seu futuro. Embora tenha sido derrotada eleitoralmente em 2022, a extrema direita não desapareceu, e seu projeto autoritário continua pairando sobre a conjuntura nacional como uma ameaça às liberdades democráticas. As forças que alimentam esse projeto seguem ativas no Congresso Nacional, nos governos estaduais, nas redes sociais, na disseminação sistemática da desinformação e nas tentativas de criminalizar aqueles que ousam defender direitos. A tentativa de golpe de Estado em 2023 demonstrou com clareza até onde esse projeto antidemocrático está disposto a chegar. Por isso, garantir a continuidade do governo Lula e ampliar a representação das forças progressistas nos parlamentos é uma tarefa estratégica para todos os que defendem a democracia e os direitos do povo.
No Rio de Janeiro, esse cenário assumiu contornos ainda mais dramáticos. O governo de extrema direita de Cláudio Castro, marcado por sucessivos escândalos e condenado pela Justiça Eleitoral no caso CEPERJ, simbolizou anos de degradação institucional e ataque ao patrimônio público. Bilhões de reais do RioPrevidência foram colocados em risco em operações financeiras suspeitas envolvendo o Banco Master, comprometendo recursos destinados à aposentadoria dos servidores. Assistimos à privatização da CEDAE e às tentativas de entrega de outros patrimônios públicos estratégicos, como o Complexo do Maracanã, a Aldeia Maracanã e prédios da UERJ.
A própria ALERJ, que deveria cumprir o papel de fiscalizar o Executivo e representar os interesses da população, foi abalada por escândalos que resultaram na prisão de parlamentares e expuseram a promiscuidade entre setores da política e do crime organizado. O resultado dessa combinação foi um estado marcado pelo abandono da população, pelo sucateamento dos serviços públicos e por salários entre os mais baixos do país para seus servidores.
Sobre o povo fluminense recaiu ainda a violência de uma política de segurança baseada no extermínio. Operações policiais tornaram-se algumas das mais letais da história do país. Chacinas passaram a fazer parte da rotina. Consolidou-se uma lógica que trata a vida da juventude negra e periférica como um custo aceitável. Contra essa barbárie, o mandato do Prof. Josemar nunca se omitiu. No plenário da ALERJ e nas ruas, esteve ao lado das famílias das vítimas e dos movimentos que seguem lutando por justiça e direitos humanos.
Foi nesse Rio de Janeiro, e em oposição a esse modelo de poder, que o mandato do Deputado Estadual Prof. Josemar construiu sua trajetória. Negro, professor de Geografia formado pela UFF, nascido e criado na periferia de São Gonçalo, chegou ao parlamento pelo caminho da militância social: o movimento estudantil, os pré-vestibulares populares nas periferias, a defesa da educação pública e a luta por uma sociedade mais justa. Foi eleito em 2022 com um compromisso claro: colocar o mandato a serviço do povo e não dos poderosos.
A luta antirracista foi um dos pilares centrais de sua atuação parlamentar. Com a Lei Vini Jr., Prof. Josemar inscreveu seu nome na história legislativa do país ao criar a primeira ferramenta jurídica de enfrentamento direto ao racismo nos estádios, demonstrando que a luta antirracista pode e deve produzir transformações institucionais concretas.
Na presidência da Comissão de Combate às Discriminações da ALERJ, abriu as portas do parlamento para os terreiros, as comunidades quilombolas e indígenas, os movimentos negros e os defensores da liberdade religiosa.
Atuou pela ampliação das cotas raciais nos concursos públicos, garantindo o cumprimento da legislação em municípios que resistiam a aplicá-la, e apresentou projeto de lei que amplia de 20% para 30% as vagas destinadas a negros, indígenas e quilombolas, acompanhando os avanços conquistados na legislação federal. Combateu a intolerância religiosa, valorizou a cultura negra e travou uma luta permanente contra o racismo em todas as suas formas.
Ao lado dos servidores públicos, esteve presente na luta pela recomposição salarial. Defendeu o pagamento do piso nacional do magistério e a valorização dos profissionais da educação. Cobrou a migração para a FAETEC dos funcionários escolares da ex-FAEPs, denunciou as sucessivas tentativas de extinção do CEJA e apoiou de forma incondicional os trabalhadores, docentes e estudantes da UERJ em sua luta contra o sucateamento da universidade pública.
Também enfrentou a máfia dos transportes ao denunciar o aumento abusivo da tarifa do metrô do Rio de Janeiro, uma das mais caras do Brasil. Organizou uma ampla campanha de mobilização nas redes sociais e nas ruas, percorrendo estações e coletando mais de 40 mil assinaturas em defesa da redução da tarifa.
Na defesa dos direitos dos animais, foi autor de iniciativas importantes, como a lei que instituiu a campanha Abril Laranja de conscientização contra os maus-tratos; e o projeto de lei que regulamenta as hospedagens para animais. Como presidente da frente parlamentar em defesa dos ACSs e ACEs, lutou contra as perseguições sofridas pela categoria e em defesa da desprecarização das relações de trabalho.
Seu mandato também se transformou em uma referência na luta pelo fim da escala 6×1, inclusive com a apresentação de um projeto de lei que proíbe o governo estadual de contratar empresas que adotem esse regime de trabalho.
O trabalho desenvolvido por este mandato expressa o compromisso que queremos projetar para o futuro do estado. Enquanto o governo tentava asfixiar o funcionalismo público e retirar direitos, Prof. Josemar ergueu uma voz firme e coerente em defesa da classe trabalhadora, enfrentando cada ataque promovido pela extrema direita.
O Rio de Janeiro segue refém de uma estrutura de poder marcada pela associação entre interesses econômicos, setores da política tradicional e organizações criminosas, que se articulam para preservar privilégios enquanto exploram e abandonam o povo fluminense.
Por isso, o Rio precisa de uma revolução para democratizar suas instituições e criar o controle popular, para remover as máfias do poder, para terminar com a guerra aos negros e pobres, para distribuir seu rico orçamento para reconstruir a segurança, a educação e a saúde.
E é justamente por isso que o Rio de Janeiro precisa continuar contando com um mandato de luta como o do Prof. Josemar.
Apoiar sua pré-candidatura à reeleição significa reafirmar que existe outra forma de fazer política neste estado: uma política coerente, combativa, coletiva e comprometida com os interesses da maioria da população. Significa defender uma ALERJ que não se curve aos poderosos e que esteja ao lado de quem trabalha, estuda e luta por uma vida digna
Essa pré-candidatura representa a convicção de que derrotar a extrema direita e enfrentar as estruturas de corrupção que capturam o Estado são condições indispensáveis para construir um Rio de Janeiro mais justo, democrático e igualitário, especialmente para a população negra, periférica e trabalhadora.
Fortalecer a pré-candidatura do Prof. Josemar é fortalecer a resistência democrática e popular. É afirmar, por meio da participação política, que existe um caminho diferente para o Rio de Janeiro — um caminho baseado na coragem, na dignidade e no compromisso inabalável com aqueles que mais precisam.